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Histeroscopia é um procedimento no qual um pequeno instrumento chamado histeroscópio é inserido dentro do útero pela vagina. Por meio deste histeroscópio, o médico pode ver a linha de dentro do útero (endométrio) a procura de alguma anormalidade, podendo também fazer o tratamento dependendo da anormalidade encontrada. A histeroscopia pode ser diagnóstica ou cirúrgica.
É realizada para procurar anormalidades no endométrio. Na maioria das vezes, é realizada no consultório com um histeroscópio de diâmetro reduzido que não requer anestesia e gás para distensão uterina. Em geral, leva em torno de 15 minutos. Este exame é indicado quando as pacientes apresentam sangramento uterino anormal (como períodos menstruais muito fortes, irregulares, ou sangramento durante a menstruação), na pesquisa de infertilidade e quando há células anormais no Papanicolau. Com este exame, na grande maioria das vezes, define-se a causa do sangramento.
Permite o tratamento da anormalidade vista na histeroscopia diagnóstica. Retirada de miomas, pólipos, biópsia dirigida, sinéquias, septo e ablação de endométrio. Esta cirurgia é realizada com anestesia geral ou bloqueio raquidiano (injeção nas costas), geralmente a duração varia de 30 minutos a 1 hora (dependendo do procedimento a ser realizado) e líquido para a distensão uterina. Não é necessária internação hospitalar (ou seja, a paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia).
Em geral, entre o sexto e décimo-quarto dias do ciclo, porque o endométrio está mais baixo e evita-se a chance de uma gravidez. Em pacientes após a menopausa não há melhor época para o exame.
Após a histeroscopia pode aparecer alguma secreção vaginal, sangramento e cólica por vários dias. As relações sexuais devem ser evitadas por alguns dias ou até que o sangramento pare. Normalmente, as atividades usuais podem ser retomadas dentro de 1 ou 2 dias. Se um catéter é deixado dentro da cavidade uterina ele é normalmente retirado após alguns dias e tratamentos hormonais são continuados por várias semanas.
A histeroscopia diagnóstica pode provocar cólica (suportável em 95% das pacientes). A possibilidade de perfuração uterina (buraco no fundo do útero) é bastante rara (1 em cada 2 mil exames) e na maioria das vezes cicatriza por si só. As complicações também são raras na histeroscopia cirúrgica (1 em cada 100 pacientes) e podem estar relacionadas ao uso de líquido para distensão da cavidade uterina. Estas informações gerais a respeito do procedimento destinam-se aos leigos e não podem ser consideradas como uma consulta médica. |