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As mulheres temem por dificuldades para engravidar após terem usado a pílula anticoncepcional por muitos anos. Esse medo não tem fundamento. Ocorre que a pílula pode encobrir problemas hormonais que passam despercebidos com seu uso, tais como ovários policísticos ou aumento de prolactina. Tornando os ciclos regulares, a pílula dá a impressão de que tudo vai bem, o que nem sempre é verdade. Então, quando a mulher suspende o uso da pílula e não consegue engravidar, logo pensa (erradamente) que o anticoncepcional é o culpado. Quanto ao DIU, sabe-se que suas usuárias correm um risco levemente maior de desenvolver doença inflamatória pélvica (inflamação das trompas ou dos ovários). Infecções presentes na vagina e no colo do útero também podem se desenvolver com mais facilidade devido a presença dos fios do dispositivo. Num estágio mais grave, pode ocorrer a obstrução das trompas, que levaria então à infertilidade. Mas, atenção, sem a presença de infecção pélvica, o DIU em si não causa infertilidade. E vale a pena ressaltar que, tratada adequada e precocemente, a infecção genital não vai causar seqüela, mesmo nas usuária do DIU. |